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Uma outra visão sobre os “nós” sociais.
17/11/2008 - 5:07
Por Ricardo Cabianca

Uma das questões mais debatidas sobre o crescimento das mídias sociais, é referente ao tripé Reputação, Popularidade e Autoridade de atores que circulam por este segmento. Estes termos estão ligados ao que chamamos de “nós sociais”, pontos e/ou pessoas que são acessadas, lidas, comentadas, ouvidas, etc, por centenas de milhares de outras pessoas e que, por conta disso, podem gerar alguma influência e formar opiniões.

Um excelente texto, explicativo e provocativo sobre este tema, está publicado no blog da Raquel Recuero, vale a pena a leitura para entender e se posicionar quanto ao assunto em questão.

E por conta desta discussão, muitas – senão a grande maioria – das agências de comunicação, que estão buscando entender o que são estas redes sociais, visto que existe uma força dos anunciantes em querer participar delas, sob o ponto de vista de geração de negócios, não sabem como identificar estes nós sociais.

Efetivamente, se pensarmos que estes nós sociais são pessoas, fica difícil para uma empresa perceber como estampar sua campanha de comunicação. Seria como imaginar que cada pessoa que tem reputação, popularidade e autoridade por meio de seu blog ou rede social, tivesse que sair na rua como um homem-sanduiche, aquele que carrega uma placa na frente e nas costas, vendendo algo.

Mas venho raciocinando sobre isso e percebi que não necessariamente um nó social precisa ser um ator dentro das mídias sociais, mas sem sombra de dúvida, pode ser um nó que se configura em um agregador de pessoas, mas que oferece algo em troca.

Com esta visão, colocamos no ar um projeto chamado Apaixone-se.

Somos gestores de algumas lojas online, e uma delas, a Sepha Perfumes, tem uma grande participação dos consumidores ou não, em uma simples atividade – mas com um valor intangível. As pessoas naturalmente fazem comentários sobre os perfumes que gostam, compram ou admiram.

Percebendo este potencial, o Apaixone-se se transformou em um local onde estas pessoas – e todas aquelas com algum tipo de ligação emocional com as fragâncias, possam interagir entre elas, tendo como pano de fundo as marcas dos perfumes.

Lá, qualquer pessoa pode pesquisar o que outras pessoas estão comentando sobre qualquer perfume, que por ser um produto de uso muito pessoal – tem ligação direta com o emocional, com a personalidade e estilo, acaba por agrupar as mesmas de acordo com cada marca.

Como tudo que se cria dentro deste novo meio da web2.0, ainda não sabemos até onde podemos chegar com este projeto, mas sem sombra de dúvida, avaliando as primeiras semanas de uso, percebemos um grande crescimento da participação.

As agências precisam pensar como os consumidores, com interconexão!

Voltando ao problema das agências e empresas anunciantes, em identificar onde e como participar das mídias sociais, creio que um primeiro passo é buscar quais são os outros nós, ou concentradores de público – nichos e bem segmentados.

A partir daí, talvez fique mais fácil entender como funciona, que tenho repetido insistentemente: na web, o “Kotler” é o mesmo, só muda a dinâmica.

Fonte: Blog do Ca’bianca » Corporativo

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