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E-commerce mira classe C
13/05/2010 - 15:00
Por Ricardo Cabianca

Notícia divulgada no site Propmark em 10 de maio de 2010, pela jornalista Maria Fernanda Malozzi, sobre apresentação do diretor de inovação do IBOPE Media durante o evento E-commerce Summit

Anunciar em redes sociais pode ser uma estratégia de marketing para os anunciantes que desejam se comunicar com a classe C. Este público está cada vez mais conectado à internet e o fato de 66,7% terem cartão de crédito próprio ou de alguém próximo, facilita a compra virtual. “Dois terços das pessoas que acessam a internet têm disponibilidade de uso de cartão de crédito pessoal ou da família. Isso pode ser a porta de entrada a ser explorada no comércio eletrônicoâ€, disse Alexandre Crivellaro, diretor de inovação do IBOPE Media, durante sua apresentação no E-commerce Summit semana passada, em São Paulo.

A relação entre compras online e comerciais de TV é um comportamento comum entre o consumidor da classe C e, por isso, a comunicação integrada deve ser a mais eficaz para esse público. O uso de celebridades nas campanhas é outro fator que chama a atenção dessas pessoas. “A classe C confia muito na propaganda e por isso ela tem que ser bem feita. Além disso, ela também confia nas celebridades. Isso tende a levar o consumidor da classe C a ir com mais facilidade para dentro da lojaâ€, observou Crivellaro.

As classes CDE já superam as classes AB em relação ao uso da internet. Segundo o IBOPE Media, em 2009, 51,6% da população de baixa renda navegava pela web contra 48,4% das classes AB. Este cenário é o oposto do vivido em 2007, quando 50,2% das pessoas pertencentes às classes AB acessavam a internet contra 49,8% da população CDE.

A classe C também começa a acessar mais a internet de sua própria residência (61,2%) do que de espaços públicos (19,7%) e casas de amigos e parentes (12,6%). “O aumento da renda, o acesso ao crédito e a redução de preços foram fatos que ajudaram a classe C a ter seu próprio computadorâ€, explicou Crivellaro. No último ano, houve um crescimento de 16,2% nas vendas de computadores para a classe C, quatro vezes maior do que para as classes AB. Hoje o Brasil possui 67 milhões de pessoas conectadas à internet e o país lidera o ranking dos países que mais tempo passam online: 45 horas e 43 minutos, à frente de Reino Unido, Estados Unidos, França, Austrália, Espanha, Alemanha, Itália e Japão.

No País, São Paulo é o Estado que mais tem acesso à banda larga: 11,42%. Este número é superior ao da própria região Sudeste, que tem 6,3%. A região Sul é a região do Brasil com maior penetração: 7,63%. O Centro-Oeste tem 6,08%, seguido por Norte (3,53%) e Nordeste (1,35%).

Oportunidades

Traçado este perfil do brasileiro em relação ao uso da internet, Crivellaro afirma que há diversas oportunidades para o desenvolvimento do e-commerce no Brasil, como trabalhar o conceito de comportamento do consumidor, identificar o comprador e oferecer produtos compatíveis com o seu ticket médio e preferências.

Utilizar informações geográficas para mapear as melhores ofertas para determinada região é outro ponto relevante na opinião de Crivellaro, principalmente com relação ao desenvolvimento do acesso à internet no Nordeste.

O CEO da Virid, Walter Sabini Junior, concorda com Crivellaro em relação às oportunidades que o Brasil oferece no e-commerce. “Precisa ter três coisas fundamentais para atrair seu público: ter estrutura, relevância e interaçãoâ€, afirmou Junior, que ac redita que o melhor case de e-commerce que existe é a Amazon, loja virtual norte-americana que só manda produtos que tenham a ver com o perfil de seu comprador. “O Brasil usa mal o e-mail marketing, as empresas mandam para toda a base ao invés de entender o comportamento do seu consumidorâ€, analisou.

O encarecimento de marketing online é outra preocupação dos varejistas virtuais. “O clique está cada vez mais alto porque as empresas estão cada vez mais online e procurando este tipo de comunicação, o que encarece o marketing na internet. Antes, uma palavra que custava R$ 0,70 hoje chega a custar R$ 7!â€, disse Natan Sztamfater, CEO da PortCasa, e-commerce de cama, mesa e banho. O executivo comentou que 40% de suas vendas são realizadas por meio de email marketing. “Mas nós mandamos levando em conta o perfil do consumidor. Como temos produtos que variam de R$ 3,90 a R$ 800 e, por isso, acabamos atendendo vários públicos, analisamos os produtos corretos para cada um delesâ€, disse.

Fonte: Ibope

Fonte: BNS Email Marketing

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