Confiancidelidade
27/03/2009 - 13:00
Por Ricardo Cabianca
Nota: Este artigo foi escrito originalmente em 06 de fevereiro de 2007. Resolvi trazer ele para o destaque do blog porque entendi ser, agora, relevante por conta do surgimento de um novo termo por conta das mÃdias sociais: Whuffie.
Segundo o Houassis:
Confiança: crença na probidade moral, na sinceridade afetiva, nas qualidades profissionais, etc., de outrem, que torna incompatÃvel imaginar um deslize, uma traição uma demonstração de incompetência de sua parte; crédito, fé, sentimento de respeito, concórdia, segurança mútua…
Fidelidade: caracterÃstica, atributo do que é fiel, do que demonstra zelo, respeito quase venerável por alguém ou algo; lealdade; constância nos compromissos assumidos com outrem; constância de hábitos, de atitudes…
Muito se discute nos corredores corporativos, a prática de estratégias de fidelização de clientes e consumidores, sobre quais as atividades para se manter o mais longo possÃvel o time value de cada cliente dentro das empresas.
Mas como fazer isso quando o próprio consumidor é quem detêm o poder de escolha, com centenas de opções e caminhos para se atender seus desejos e necessidades em produtos e serviços?
Com este pensamento, ouso lançar um novo verbete do mundo dos negócios para somar aos montes que já existem por aÃ, mas de uma forma abrangente. E na minha visão, é a definição correta dos principais objetivos das empresas que adotam o conceito do Marketing de Relacionamento como estratégia de se diferenciar da concorrência e manter a empresa saudável.
Confiancidelidade: fator que agrega os valores de confiança e fidelidade e que uma empresa deve conquistar de seus clientes, oferecendo produtos e serviços relevantes, mas mantendo-se em linha ascendente a capacidade de entregar exatamente – ou mais – o que foi prometido. Nunca deixar de atender com presteza e respeito os desejos e necessidades de cada indivÃduo ou grupo de indivÃduos.
A fidelidade de um consumidor por uma determinada empresa ou marca, está intimamente ligada ao grau de confiança que se deposita sobre a mesma entidade, ao mesmo tempo que aquele produto e serviço atende os desejos e necessidades – talvez não todos – mas o suficiente para deixar cada consumidor satisfeito. Conquistar a fidelidade de um consumidor, única e exclusivamente, é utópico nos dias combativos de hoje, pois como já citei, existem centenas de opções de produtos e serviços iguais ou com algum diferencial, que provoca que o consumidor troque de produto ou serviço sem nenhuma piedade.
Confiança é conquistada com muito suor, pelo mesmo motivo, ou seja, pela enormidade de comodites existentes no mercado. Creio que cada caso é necessário uma observação Ãmpar, mas certamente existe uma regra básica, ou seja, entregar exatamente o que se promete ao consumidor ou até ultrapassar este limite, sempre com grau positivo.
E mesmo com todas as dificuldades, a equação é simples: confiança² = fidelidade.
Tendo como base este raciocÃnio, não adianta muito as empresas massacrarem seus profissionais de marketing e comunicação, contratarem as melhores empresas de Marketing de Relacionamento e Comunicação, se queimam a etapa da conquista da confiança de seus clientes e prospects.
E esta confiança é distribuÃda em todos os setores a atividades da empresa. Seja na produção, operação e entrega de seus produtos e serviços, quanto no respeito que tem por seus colaboradores, pela a sociedade e meio ambiente. O leque para desenvolver a cultura da confiança e fidelidade em uma empresa é muito amplo para se determinar uma regra geral,mas ao mesmo tempo é óbvio. Mesmo sendo lugar comum, uma afirmação se adapta a esta realidade: o sucesso só vem antes do trabalho no dicionário. Portanto, mãos a obra.
Gosto de observar exemplos e testemunhos que podem nos dar uma luz para formarmos melhor a opinião e aplicação do conceito de Confiancidelidade.
Vamos retornar para alguns dois mil anos atrás, numa época de incertezas. Naquele tempo surgiu um ser humano diferente, apresentando conceitos de vida simples, mas ao mesmo tempo complexos. Estamos falando de Jesus Cristo.
Todos conhecem pelo menos o final da história, mas gostaria de sacar um detalhe, para iniciar o entendimento sobre confiança e fidelidade. Jesus, para validar o que Ele afirmava, precisou “provar†através do seu poder e de forma verdadeira aos demais seres humanos, simples mortais, realizando milagres que deixavam até os mais incrédulos de boca aberta. Desta forma, Ele foi conquistando a confiança de seus seguidores e com a força da sua Palavra – a forma como pregava, direcionado ao seu público-alvo (aqueles que têm fé), passou a obter a fidelidade destes seguidores.
Some a esta confiança e fidelidade, o “bônus†que Jesus oferecia que era o seguimento da Sua Palavra em troca de bênçãos e da vida eterna.
Esta estratégia é vencedora e funciona até os dias de hoje, com bilhões de pessoas satisfeitas com os “produtos e serviços†oferecidos pela fé. Tão vencedora que centenas de empresas buscam esta equação para se manter vivas neste mercado tão disputado.
Portanto, está lançado o tema: Confiancidelidade. A fórmula apresentada é simples, ou seja, demonstremos confiança com atitudes corretas e respeitáveis, procurando conhecer nosso público alvo e atender seus desejos e necessidades, entregando o dobro do que ele espera, e a partir daÃ, podemos iniciar o processo de fidelização. Para ajudar, mais uma vez, pense na fórmula confiança² = fidelidade.
